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Inseminação segunda, preciso de torcida!!!

Está marcado: Segunda-feira às 11 horas! E ai é só torcer para os “bichinhos” nadarem direito e fertilizarem o óvulo. Já estou nervosa, e com um medinho também. Medo de quê? Nem eu mesma sei: de não dar certo, ou de dar certo, sei lá!  Filho é muita mudança na vida de uma pessoa, me dá medo de estar fazendo uma loucura, de não dar conta…ai, as mesmas dúvidas de volta…

O medo de ter mais de um pelo menos diminuiu. Dos 4 foliculos que eu tenho, só um cresceu bastante, os outros 3 estão pequenos ainda. Talvez ainda cresça mais algum até segunda, mas de qualquer jeito, não tendo tantos óvulos, a chance de fertilizar mais de um é mínima. Fico mais sossegada.

Já avisei algumas amigas pra torcerem por mim. Pensamento positivo sempre ajuda. E, claro, avisei minha amiga e futura madrinha do bebê para reservar a manhã de segunda, já que ela vai comigo buscar o sêmen e acompanhar a inseminação, como da primeira vez. Agora é só controlar a ansiedade. Vou tentar me ocupar bastante no final de semana, pra ver se o tempo passa rápido.

Inseminação será domingo ou segunda!!!

Resultado do ultrassom na quarta: dos seis folículos, quatro cresceram! Isso é bom, porque vou poder fazer a inseminação, apesar do meu medo de mais de um fecundar.

Segundo o Dr. Luiz, pelo crescimento deles o procedimento será no domingo ou na segunda.  Irei fazer um outro ultrassom amanhã, sexta-feira, para que ele possa ver qual será o dia. Precisa definir porque como o meu caso é de inseminação com doador anônimo,  a clínica precisa entrar em contato com o pro-seed para marcar a hora em que passarei para pegar o sêmen. Como da outra vez me explicaram, antes da inseminação o sêmen precisa ser descongelado e preparado para o procedimento. E isso precisa acontecer pouco tempo antes do procedimento porque o esperma não sobrevive muito tempo fora do corpo, ele precisa ser mantido na temperatura certa. Tanto que para o transporte entre o pro-seed e a clínica uma das formas é colocá-lo junto ao corpo (no sutiã, como me disseram…). Eu não fiz isso da primeira vez, levei num isopor mesmo pois já matêm a temperatura por um certo tempo, mas fui direto pra fertivitro e já fizeram a inseminação sem demora.

Tomara que dê tudo certo dessa vez. Uma das leitoras do blog me falou que ela desenvolveu 5 folículos e agora está grávida de um só bebê. Foi um alívio saber disso, mas mesmo assim estou contando com a torcida de todos!

Início do novo tratamento

Comecei hoje o novo tratamento! Fiz o ultrassom e estava tudo certo: o cisto se desfez e já comecei as injeções de hormônio. Volto agora só na segunda- feira para ver se os folículos se formaram e quanto mais de hormônio terei de tomar. Se tudo correr bem, minha próxima inseminação deve ser daqui a uns 12 dias. Enquanto isso, é só torcer para que eu responda bem ao hormônio e se forme pelo menos um folículo num bom tamanho, para que pelo menos um óvulo amadureça.

Outra boa notícia: o sêmen do doador da primeira tentativa ainda está disponível e já reservaram para mim! Ainda bem, porque eu não queria ter que escolher novamente. Pode parecer um detalhe pequeno, mas foi um processo angustiante para mim. Melhor assim.

Vamos espera agora para ver como ficará o meu humor. Agora que não tomo mais anti-depressivo há algum tempo, meu humor deve variar mais com o tratamento hormonal. Juntando com a ansiedade da espera, já viu!

O início do novo tratamento se aproxima…e as dúvidas voltam

Está chegando a hora de inciar o novo tratamento e as dúvidas, como sempre, tomam conta de mim. Duas delas principalmente são as que mais me tiram o sono: a questão financeira e da paternidade desconhecida.

A primeira é óbvia: se já está difícil o mercado de trabalho para mim hoje em dia, com certeza não ficará melhor comigo tendo compromissos como mãe. Como não tenho emprego fixo, quando tiver meu filho terei que passar um tempo em casa sem nenhum direito como licença maternidade, estabilidade no emprego, etc. Claro que tenho alguma fonte de renda senão não poderia nem pensar na possibilidade de ter um filho. Mas as coisas ficarão apertadas, e já tenho economizado desde já para me precaver. Apesar disso, dá medo da dificuldade que terei que enfrentar para procurar emprego novamente depois da gravidez. E se eu não conseguir nada, como atender às necessidades dessa criança que está por vir?

A segunda questão pode a princípio parecer mais simples, mas também não sei direito como irei lidar com ela. Ter um filho de doador anônimo me colocará em várias situações em que terei que dar explicações, já que ainda não é tão comum a produção independente na nossa sociedade. Claro que vai ser meio chato, mas enquanto for só eu quem tiver que responder perguntas, está tudo bem.  Meu maior medo é que meu filho ou filha tenha que passar por isso, ficar respondendo perguntas de colegas e até desconhecidos sobre a identidade do pai.

Sem dúvida a pior será a primeira pergunta sobre o assunto. Eu sei que eventualmente virá a fatídica “Quem é meu pai?”, ou “Porque todo mundo tem pai e eu não?”. Essa com certeza será de cortar o coração… Claro que nós adultos sabemos que o fato de ter um pai conhecido não quer dizer que será um bom pai, nem um pai presente na vida do filho. Mas na cabeça de uma criança as coisas ainda não estão assim tão claras. Graças a Deus aqui no Brasil não é permitido que a mãe ou a criança algum dia resolva ir atrás do doador.  Se não fosse assim, acho que ninguém doaria! Já pensou um dia aparecerem crianças desconhecidas na porta de alguém querendo saber se é o pai?

Outro dia vi uma reportagem sobre crianças americanas frutos de inseminação artificial, nascidas de um experimento de uma Universidade há alguns anos e que pretendia gerar gênios. Os PHDs da Universidade doavam seu sêmen para inseminação em mullheres normais que se inscreveram no programa, com a intenção de verificar se os filhos nasceriam com inteligência acima da média. A teoria não se confirmou, as crianças nasceram dentro dos padrões normais da população, mas o que veio depois é que me assusta. Hoje em dia, as crianças já adultas (e algumas mães inconsequentes também…) sairam em busca do doador! Foram atrás dos médicos responsáveis pea fertilização e através de informações fornecidas por eles (!!!!???) tentaram encontrar o pai de algumas das crianças, hoje jovens adultos. É uma história tão absurda que só me faz agradecer o fato de aqui eles tenham um respeito maior pela privacidade das pessoas envolvidas.

O jovem ter a curiosidade dá para entender. A mãe entrar nessa também só mostra como elas estavam pouco preparadas para participarem da pesquisa. Os profissionais envolvidos fornecerem informação sobre os doadores é de uma falta de ética que merece processo!  Mas de alguma forma, mostra como a questão psicológica envolvida é muito complexa. Será que saberei lidar com a situação? É uma questão que me deixa muito insegura pois não existe resposta. Ninguém sabe dizer ao certo como é a melhor forma de enfrentar o problema. Quem sabe até chegar minha vez de ter que lidar com isso, outras mães e filhos que já passaram por essa fase possam servir de exemplo, falando mais sobre isso, o assunto sendo mais discutido, o que facilitaria a vida para todo mundo.

Inseminação artificial na ficção

Dizem  que quando você está com um assunto na cabeça, pra todo lugar que olhamos nos deparamos com esse mesmo assunto. Só sei que atualmente tenho visto o assunto fertilização e inseminação artificial sendo tratado em vários lugares, em especial seriados de televisão.

Por um lado isso é bom, já que quanto mais se falar sobre o assunto e quanto mais as pessoas tiverem informação, mais naturalmente o assunto será encarado. Mas a forma com que o assunto é tratado, me traz certa preocupação. Eu assisto à dois seriados americanos, um é “Flashforward”, que está sendo exibido pela TV à cabo aqui no Brasil, e outro já acabou nos USA e eu baixo no computador, chamado “Nip Tuck”.  O que interessa é que nos dois seriados estão retratando lésbicas que decidem ter filhos sozinhas e recorrem à inseminação artificial. A primeira procura uma clínica de fertilização e busca um doador anônimo, apesar de aparecer um amigo se oferecendo a “ajudá-la” a conceber , e no segundo caso, a mulher em questão pede a doação de um amigo.

Vejo dois problemas ai. O primeiro é o esteriótipo. Sim, existem lésbicas que recorrem à clinicas de fertilização para realizarem o sonho de ser mãe, mas não é o único caso e nem é a maioria! As clínicas estão repletas de casais de todos os tipos, mulheres solteiras tanto homo como heterosexuais, mulheres casadas com problemas de infertilidade, tanto dela quanto do marido. Acho perigoso associar a inseminação artificial à um público específico, no caso dos gays, pois me passa uma idéias incomoda de preconceito, e isso é sempre perigoso.

Outra idéia que é passada completamente errada: passam a idéia de que é só querer ter o filho, ir na clínica com o sêmen doado e pronto, sai grávida! Tem-se a impressão que é como fazer pão, é só colocar os ingredientes no forno e está pronto! Nada mais distante da realidade…
Seria até engraçado, se essa idéia não estivesse sendo passada inconscientemente para as pessoas, que passam a acreditar nelas. O problema é a decepção, quando se vai tentar a mesma coisa na vida real. Só na hora de procurar realmente uma clínica e iniciar o tratamento é que se toma consciência de todas as dificuldades, o tratamento pelo qual se tem que passar, a paciência da espera, as frustrações inevitáveis com as tentativas que não derem certo.

Espero que continuem tratando cada vez mais do assunto, mas de uma forma um pouco mais realista. Claro, é só televisão, mas quando algumas idéias são repetidas muitas vezes, começamos a acreditar que são verdade. E isso pode ser bastante perigoso.

A caminho da segunda inseminação

Nesta quinta-feira, depois de amanhã cedo, vou iniciar meu novo tratamento. Já tenho o primeiro ultrassom marcado e, se estiver tudo certo comigo, começo com os hormônios novamente! Isso é legal, estou animada para começar novamente, mas ao mesmo tempo me vem outros sentimentos não tão legais: ansiedade, dúvida , nervosismo, mal-humor…e todas aquelas sensações chatas que temos na TPM.  Afinal, essa alta dosagem de hormônios que terei que tomar acaba causando isso, é inevitável.

E dessa vez vai ser pior para mim. Na primeira tentativa, como ainda estava, em parte, sob o efeito do anti-depressivo que tomava, fiquei meio anestesiada paa esses efeitos colaterais dos hormônios. Agora terei que segurar a onda sozinha! O que eu posso fazer para minimizar eu já comecei semana passada: hidroginástica. É sabido que os exercícios físicos ajudam a controlar as variações hormonais, melhoram o humor, além dos benefícios para a saúde e o condicionamento físico. Eu estava parada há bastante tempo, e precisava mesmo começar a me mexer. Hidroginática neste momento foi uma boa opção para mim, já que vou poder continuar durante toda a gravidez.

Acho que apesar de chato ter que começar tudo de novo, deu tempo para que eu arrumasse detalhes práticos da minha vida que irão me ajudar quando eu ficar grávida:
Primeiro foi trocar meu plano de saúde para um que cobre o parto. Parei de tomar os anti-depressivos e já superiei os efeitos da abstinência. Comecei a fazer exercícios físicos.  Fui ao dentista , detalhe importante, já que na gravidez não se pode tomar anestesia. Estou tentando comer coisas mais saudáveis, e estou evitando tomar muito café.  Vou até pintar meu cabelo um pouco mais escuro, já que não poderei retocar as raizes quando estiver gravida, já que é perigoso usar tintas que precisem de descolorante. Podem parecer detalhes, mas cuidar deles pode fazer bastante diferença na hora de garantir que a gravidez transcorra da melhor forma possível!

Agora só me resta seguir o tratamento e torcer novamente para que dê certo. Só para a  insegurança sobre como será o meu futuro com meu bebê é que não existe remédio! Por mais que eu saiba que esse medo deva ser comum à todas as mães, não dá para parar de me preocupar… e como esquecer a ansiedade também é impossível, então o jeito é tentar me ocupar e me distrair, e para isso conto com a ajuda dos amigos!

Não foi dessa vez…

Fiz o teste de gravidez ontem e deu negativo. Claro que sabia que isso poderia acontecer, aliás, a chance maior é a de que eu não engravidasse assim de primeira, mas sempre existe uma possibilidade (20%, para ser mais exata…). Mas a decepção é inevitável. Claro, não vou ficar chorando, mas estou triste, e ontem nem estava ainda preparada para escrever aqui.  Já tinha que avisar algumas pessoas que estavam ansiosas por saber e torcendo mais de perto…e você acaba tendo que repetir a mesma história, o que é meio chato. Notícia boa é sempre ótima de dar, mas quando não é, a gente fica querendo falar o menos possível no assunto.

Vou tentar de novo, com certeza! Mas não esse mês, porque senão já ia ter que começar com o primeiro ultrassom amanhã e, se estivesse tudo bem, começar com os hormônios, os exames, a compra do sêmen etc. , que além do stress, tem um custo bem grande. Vou pelo menos esperar esse mês, descanso, junto dinheiro, e dá tempo de ir atrás de algumas questões práticas, como por exemplo o meu plano de saúde que não inclui parto e que já estou mudando…

Enfim, é assim mesmo! Quem sabe na segunda tentativa acontece …. Estou apostando no número 2! Minha irmã fez uma fertilização e só deu certo na terceira vez…mas meu sobrinho tá ai, uma coisa fofa que só traz alegria pra gente. A hora que tiver que ser, será!