O mito do amigo gay

Porque 9 entre 10 pessoas para quem eu conto dos meus planos vem com a mesma pergunta: “Você não tem um amigo gay para ser o pai do seu filho?”
Na verdade acho que essa idéia começou a ser disseminada pelos próprios gays. Quem já não ouviu um, ou mais  de um, falar que quer ter um filho? Eu mesma já ouvi mais de um amigo falando que só precisaria achar uma mãe. Mas a verdade é outra: eles não querem uma mãe, eles só querem uma barriga de aluguel!!! Afinal, eles é que querem ser as mães!!!

Vamos combinar que a educação de uma criança é um assunto que já causa conflitos entre um casal que se ama e que decidiu construir uma família juntos, certo? Imagina agora duas pessoas que não têm um relacionamento ente elas e ainda por cima podem ter planos completamente diferentes para esse filho…confusão na certa!

Se é para ter um filho sozinha, prefiro assumir essa responsabilidade com coragem e arcar com todas as dificuldades que virão junto com ela.  Mesmo sendo bom poder contar com alguém para dividir as despesas, será horrível ter que brigar por guarda compartilhada, visitas, que escola a criança irá estudar e, na pior das hipoteses, até pensão!

Não, é melhor um pai desconhecido, um doador anônimo de sêmen,  com todas as garantias e proteções que a lei brasileira oferece, e menos dor de cabeça!!

3 Responses to “O mito do amigo gay”


  1. 1 João fevereiro 4, 2013 às 7:52 pm

    oi me desculpe acho que toda regra tem a sua excessão,eu a principio penso em inseminação artificial por que assim poderei dividir a responsabilidade de cuidar do bebê,além do que se eu pensasse em ser 100 % responsável pela criança partiria já para a adoção!,ressaltei várias vezes pela internet q reconhecerei até tbm a parceira da mãe do meu futuro filho como mãe tbm!!!Sempre pensei em guarda compartilhada ou no q for melhor para o bebê pois quem ama uma criança sabe dividir e não bancarei o mimado achando q o filho é um objeto meu!!!!procuro uma moça de sp para eu tbm ajudar na criação!!!No futuro será mais fácildizer pro beb~e quem é o pai dele tbm,além do que pai e mãe são quem criam e estes seremos nós,se alguma moça e ou casal het ou homo lesb querem entrar comigo nessta empreitada!!!Não somos bichos de 7 cabeças temos q unir forças contra o preconceito e não nos dividirmos em sub grupos!!!Desculpe me mais espero q entendam tbm a minha forma de pensar!!!Claro deve haver homos q pensam como vc expreessou mais tbm existem aqueles q não querem roubar o papel da mãe, ou seja ser um bom pai!!!!!

  2. 2 Fernando agosto 13, 2014 às 2:39 pm

    Olá Ana, maternidade independente e outros tipos de maternidade são um tipo de assunto muito raro de se encontrar, até mesmo na internet! Aproveito para te parabenizar pela iniciativa pois é realmente escasso este tipo de informação. Por isso mesmo Ana, você deveria avaliar melhor o peso do que escreve aqui no seu blog. Sem dúvida nenhuma a sua opinião deve ser esclarecedora e decisiva para algumas pessoas que estão passando por esta situação. Cada caso é um caso e é preciso avaliar a situação, pois nem sempre o amigo gay quer ser mãe, nem sempre um amigo gay quer que a mãe seja uma mera barriga de aluguel. O nome disso é uma atitude reprovável que tanto os gays como as mamães independentes podem sofrer da sociedade: preconceito. Por favor, não seja tão dura nas palavras pois você pode estar matando o sonho de um ser humano que deseja ser pai! O meu sonho…

    Desejo encontrar um dia, uma mulher como você: com mais de 30 anos, com bagagem, que seja culta, independente, para gerar um filho meu e ser mãe. Mas gostaria de poder ajudar, visitar, cuidar da criança quando a mãe estiver com o tempo apertado, ajuda-la buscando o meu filho(a) na escola e levando pra almoçar em sua casa, passar o dia dos pais com ela, ajudar ela a preparar um bonito dia das mães… Será que isso é tão impossível assim para alguém esclarecida dizer que “(…) Mas a verdade é outra: eles não querem uma mãe, eles só querem uma barriga de aluguel!!! Afinal, eles é que querem ser as mães!!!”

    Não Ana, conheço um grande amigo chamado Sérgio que encontrou uma mulher chamada ANA e que gerou um filho dele… essa criança é muito amada, tanto pelo pai quanto pela mãe. Esse filho sai de São Paulo e vem para Mato Grosso para passar uns dias com o pai todo ano. Esse pai saiu de férias do emprego para ajudar o filho em São Paulo por que o mesmo acabou se envolvendo com uma mulher perigosa e a mãe estava desesperada e não sabia o que fazer. Esse pai e essa mãe se dão muito bem! Não é um raro exemplo entre tantos… Pois eu sou prova disso! Assim como eu tenho certeza de que uma mãe solteira pode educar um filho muito bem, apesar da sociedade ser preconceituosa… Como um amigo meu uma vez me confidenciou: “Nunca disse na escola que não tinha pai por que todo mundo diz que ‘quem não tem pai vira bandido””.

    Peço que reconsidere, pois nem todos os “amigos gays” são da forma como você escreveu.

    • 3 Ana Paula Lima agosto 14, 2014 às 3:25 pm

      Você está certo Fernando, não é possível generalizar. Talvez tenha me expressado mal, pois estava relatando a minha experiência com os meus amigos. Claro, existem diversos tipos de pessoas e claro que tem homens gays que pensam de maneiras diferentes.
      Muito boa sorte na sua empreitada. Um abraço,
      Ana Paula


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